Pular para o conteúdo principal

Estado brasileiro, o verdadeiro Erisícton.


Segundo a mitologia Grega, Erisícton foi rei da Tessália. Era rico, ímpio, grande, forte e não respeitava os deuses. Ao tentar derrubar um grande carvalho, árvore dedicada a deusa Deméter, recebeu como punição uma fome terrível e acabou devorando a si mesmo.
Esse mito tem se tornado a alegoria perfeita do Estado brasileiro, o qual, nas últimas décadas, tem crescido em números de servidores, enriquecido com uma arrecadação de mais de 2,172 trilhões e assim vai estendendo seus tentáculos, dia após dia, sobre os trabalhadores brasileiros.
Sua fome por poder, o tornou tão grande que já não tem como frear sua ganância. Pior já não consegue bancar suas próprias mazelas.
Em outras palavras, sua interferência na vida dos seus habitantes é tão abusiva e escravizadora, que agora tem tentado mudar as regras do jogo para poder saciar sua fome infinita de recursos.
A tentativa de fazer a tal da Reforma da Previdência não é nada mais, nada menos, que fazer que os esforços do contribuinte sejam ainda maiores. Um chicote na mão do escravagista que brada: Mais, mais e mais!
Pior ainda ao afirmar que, sem a reforma, os impostos terão que aumentar ainda mais. Novamente se ouve o estalar do chicote sobre o lombo do trabalhador. Pois todo e qualquer imposto será pago pelo último contribuinte da cadeia. Isto é o trabalhador assalariado.
Uma ilusão muito comum entre o povo brasileiro é pensar que se aumentar os impostos dos mais ricos, as dores do trabalhador podem ser diminuídas. Essa retórica frequente dos militantes de esquerda é pura ilusão, pois sabemos que os mais ricos sempre estão à frente dos meios de produção e para eles, impostos são apenas “gastos’ inerente à atividade e por isso devem integrar a planilha de custo de seus negócios e assim, as taxas que recaem sobre os artigos de luxo, sobre a propriedade, sobre a herança, se tornam integralmente parte do custo do produto ou serviço que os mais ricos disponibilizam para a população. Isto é: quem paga a conta é sempre o coitado do assalariado
Ora os esforços da massa trabalhadora são limitados, uma hora o jumento não aguenta e sucumbe. Os salários pagos aos trabalhadores não serão capazes de adquirir o mínimo necessário. A capacidade de consumo será reduzida drasticamente (devido aos altos impostos em cadeia), cairá também o lucro das empresas derrubando a já deficiente Oferta de Empregos e por fim a arrecadação de impostos diminuirá, obrigando o Estado a comer mais um pouco de si mesmo. Ou seja, irá diminuir os investimentos sociais, os investimentos na infra-estrutura do país e ira aumentar o custo dos produtos das empresas estatais, que estão na base da economia brasileira. O que irá elevar mais ainda o preço dos produtos. Ira trazer de volta a inflação e maior será a intensidade das chicotadas.
A autofagia do Estado pode ser observada na deterioração das forças de segurança públicas, na falência hospitais públicos, nas ruínas das escolas públicas, todas as áreas que poderiam trazer algum alívio ao trabalhador pelo seu grande esforço.
Mas Erisícton não aplaca sua fome, os privilégios e alto salários dos políticos e servidores continuam exigindo cada gota de sangue que escorre nas costas de seus escravos modernos.
Com isso, podemos prever que em duas décadas, talvez menos, veremos o Estado brasileiro em completa ruína. Salários mínimos da fome. Dezenas de milhões de desempregados expostos a violência. Um povo doente, faminto e cada vez mais ignorante. Um triste fim de uma história já conhecida nos países socialistas.
É isso. É bem provável que eu já não esteja vivo para passar por isso. Se assim for, Amém!

Comentários